Após suas últimas férias, nosso amigo Zé Renato ficou de queixo caído ao saber que, em breve, estaria fora da renomada companhia do ramo de tintas industriais anticorrosivas, antiincrustantes e antialdeenses localizada na cidade faroeste de São Gonçalo. Ao voltar de férias, período em que o malicioso rapaz manteve-se incomunicável numa praia de nudismo junto de seu fiel e pacato escudeiro Pequeno, um labrador chocolate de uma ninhada especial made in Petrópolis. Mas um executivo de vendas não pode ficar incomunicável, nem nas férias, pelo menos é o que seu chefe argumentara em sua volta. José manteve-se contido, apesar da clara discórdia, e preparou aquela que seria mais uma das suas artimanhas. Ele não se abalou, saiu da sala do cacique de queixo em pé.
Um fariseu nato
Ao desconfiar que seria demitido em breve, o que se confirmou uma semana depois através de um funcionário que pediu para não ser identificado, Zé Ruela decidiu levar um gravador de som hi-tech mp3 para a empresa, e gravar sua breve e última conversa com o gerente. Inspirado nos filmes de 007, o ainda empregado Zé instalou o aparelhinho, muito bem camuflado entre seus queixo e gogó, e que se manteve invisível para quem o via de frente. Tudo pronto, foi só alfinetar e deixar que o chefe falasse aquilo que Zé nada mané queria. A redação do Diário da Aldeia não teve acesso ao conteúdo da gravação mas, ao ser contatado, Zé revelou que a qualidade da gravação está muito boa e não descarta a possibilidade de utilizá-la a seu favor, se preciso. A parte ruim da história é que, uma vez desempregado, Zé ficou sem seu laptop pornô e decidiu também se desfazer da sua dispendiosa parati. Era preciso passar aquele abacaxi pronto para apodrecer a qualquer momento. Uma viagem até o Rio de Janeiro era inevitável, por fim, para se vender o possante. E foi, mas pra que gastar mais um centavo que fosse com aquele carro se ainda havia também o seguro que a empresa pagaria até fevereiro? Pois bem, Zé levou o carro até um conhecido mecânico, pai de uma menina não menos conhecida, principalmente pelo belo burrão e pelas exibições dançantes ao lado de Daniel “sunga poída” nos trios do carnaval da Aldeia. O mecânico apagou o carro para que nem o seguro quando acionado desconfiasse da armação e ensinou ao menino Zé como ressuscitar o carango. Foi a última viagem da parati, ainda que rebocada, até Niterói. A intenção era cumprida pelo Zé mão-de-vaca, nem mais um tostão fora gasto com o carro, vendido imediatamente no dia seguinte. Obra de um autêntico fariseu.
Um fariseu nato
Ao desconfiar que seria demitido em breve, o que se confirmou uma semana depois através de um funcionário que pediu para não ser identificado, Zé Ruela decidiu levar um gravador de som hi-tech mp3 para a empresa, e gravar sua breve e última conversa com o gerente. Inspirado nos filmes de 007, o ainda empregado Zé instalou o aparelhinho, muito bem camuflado entre seus queixo e gogó, e que se manteve invisível para quem o via de frente. Tudo pronto, foi só alfinetar e deixar que o chefe falasse aquilo que Zé nada mané queria. A redação do Diário da Aldeia não teve acesso ao conteúdo da gravação mas, ao ser contatado, Zé revelou que a qualidade da gravação está muito boa e não descarta a possibilidade de utilizá-la a seu favor, se preciso. A parte ruim da história é que, uma vez desempregado, Zé ficou sem seu laptop pornô e decidiu também se desfazer da sua dispendiosa parati. Era preciso passar aquele abacaxi pronto para apodrecer a qualquer momento. Uma viagem até o Rio de Janeiro era inevitável, por fim, para se vender o possante. E foi, mas pra que gastar mais um centavo que fosse com aquele carro se ainda havia também o seguro que a empresa pagaria até fevereiro? Pois bem, Zé levou o carro até um conhecido mecânico, pai de uma menina não menos conhecida, principalmente pelo belo burrão e pelas exibições dançantes ao lado de Daniel “sunga poída” nos trios do carnaval da Aldeia. O mecânico apagou o carro para que nem o seguro quando acionado desconfiasse da armação e ensinou ao menino Zé como ressuscitar o carango. Foi a última viagem da parati, ainda que rebocada, até Niterói. A intenção era cumprida pelo Zé mão-de-vaca, nem mais um tostão fora gasto com o carro, vendido imediatamente no dia seguinte. Obra de um autêntico fariseu.

Um histórico de situações premeditadas
Não é de hoje que Zé Fariseu tem saídas bastante particulares para alguns episódios cruciais. Já deve fazer uns 8 anos ou mais, o filho de Nilma surpreendeu o professor de matemática da Escola Sagrado Coração, “Manel”, por quem Zé tinha declarada desavença. Ao receber a notícia que estava reprovado pelo seu desafeto, Zé apresentou um boletim de aprovação na mesma disciplina cursada simultaneamente num supletivo do CIEP em São Pedro. Ainda garoto naquela época, Zé se tornou uma lenda no Sagrado. Seu exemplo é tido como uma das mais criativas formas de rebeldia de um aluno perante seu mestre, desde as famosas peripécias que tornou o eterno Joazinho protagonista de várias piadas conhecidas por todos. A vantagem de Zé é que ele nunca saía quando seus colegas de classe gritavam: “Sai da frente, p&$%*#orra! Tá achando que é filho de vidraceiro?”
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